
domingo, 26 de julho de 2009
What shall we use to fill the empty spaces?

segunda-feira, 13 de julho de 2009
Escrevi isso para o tópico de uma comunidade e achei interessante postar aqui também, bom que eu atualizo isso aqui, pelo menos! Ah, o tópico se chamava "Por que odiar o capitalismo?"
As pessoas insistem em analisar as coisas sob uma perspectiva dicotômica, em que há o "certo" e o "errado", o "bom" e o "ruim", tentam colocar nas coisas uma ordem que, na verdade, nao existe. As coisas são o que são e nunca irão atingir uma perfeição tal que possam ser classificadas como "ideais". Li algumas respostas e gostei, concordo com muitas, em partes, mas a questão não é odiar ou não o capitalismo ou o socialismo, pois assim cairiamos novamente no velho maniqueísmo. Devemos pensar no ser-humano como um ser pensante que possui divergências entre seus semelhantes, um ser que possui um fim e quando tal fim se encontra em conflito com o fim de outrem, uma situação de rivalidade se estabelece, e colocando esse fato em um plano geral, se instaura o caos. Por isso se fez necessário o Estado. Mas na verdade nao é isso que quero dizer, coloquei isso apenas para introduzir uma idéia que é inerente à minha argumentação.
O sistema capitalista é, de fato, selvagem, na medida em que desapropria do trabalhador o produto de seu trabalho e os meios de produção, deixando-o apenas com sua força de trabalho, para conceder ao burguês o resultado do trabalho, além de utilizar-se de instrumentos ideológicos para a restrição do poder à burguesia e inúmeros outros pontos, como o desejo desenfreado pelo lucro, a coisificação do ser-humano, a destruição de laços afetivos entre famílias e comunidades, etc. São diversas as argumentações contra o capitalismo. Mas e o socialismo? Aí que entra minha breve observação sobre a origem do Estado. Pense no sistema capitalista como um produto do ser-humano, não como um corpo que adquire vida própria, como é visto. A ambição, a falta de empatia e a arrogância são características humanas e, caso houvesse a instauração de um sistema socialista, haveria conflitos e mais conflitos, assim como vai haver com QUALQUER OUTRO SISTEMA. O problema não está no “capitalismo” enquanto sistema, mas sim na própria ordem natural de tudo, a vida só existe devido à morte dos mais fracos pelos mais fortes, como se percebe na cadeia alimentar. Não quero defender a subestimação do operário diante de seu patrão, apenas quero mostrar que é utopia acreditar que um sistema como o comunismo colocará o fim à exploração e aos conflitos e assim os humanos viveriam
Portanto, o que quero colocar em evidência é que não há o “ideal”, as coisas simplesmente são o que são. Acho que esse debate vai muito além de conceitos filosóficos e sociológicos, ele abrange muito mais a área da psicologia, que infelizmente não domino. O fruto dos conflitos tem sua origem na mente humana, no crescente desejo de preencher o vazio da simples existência, inventando necessidades e criando motivos inexistentes para produzir mais e mais, alimentando nossa fome por possuir e dominar que vai além de nossa consciência.
Bom, é isso. Eu como sempre empolgando nos textos, se alguém teve a paciência, obrigada. hehe
Me lembrei agora, depois dessa falação toda, de um fato ocorrido nessa sexta-feira. Estávamos eu e meus amigos sentados na praça quando um hippie chegou nos oferecendo brincos (quem vê essa formalidade pra falar até pensa que eu falo assim, mas é que dá agonia de escrever como eu falo). Estava tudo bem até que um amigo dele, aparentemente bêbado, chegou balbuciando coisas. No início, nao entendi totalmente, mas depois percebi que era aquele típico discursinho de pseudo-revolucionário que acha que todo mundo que não adere à rotina maravilhosa dele de viver como mendigo é um burguês alienado safado. Mandei ele ir à merda com a "resistência" dele, depois que ele falou "Nóis é resistência, nóis dorme no papelão e ocês vive tudo à custa de pai e mãe". Que resistência é essa? Entre ele e um mendigo que nunca ouviu falar em comunismo na vida, nao vejo diferença nenhuma. O que ele faz pra transformar? Vende artesanato na praça e fala mal do capitalismo? Eu acho que esse discursinho de hippie que me olha torto já tá muito manjado, já foi o tempo em que hippie era protagonista de participação e mudança, hoje basta se comportar como "um livre do consumismo" e viver como mendigo que você é o doidão de ATITUDE. Não tenho preconceito, apenas não gostei do comportamento de UM indivíduo, não quero generalizar nada, senão vou fazer a mesma coisa que ele fez. Se isso te fizer feliz, siga, acho legal a filosofia de quem vive assim, mas também não tenha preconceito com quem prefere ter uma vida normal, trabalhar e ter filhos, no fim todo mundo vira merda mesmo.